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quinta-feira, 22 de março de 2012

Olavo Calheiros se nega a falar e agride repórter do CQC

Esse tem muito a esconder, por isso ficou tão irritadinho
Assuntos como a biblioteca e escola legislativa fantasmas, violência e caos na Saúde e Educação, além de desdobramentos da Operação Taturana, foram questionados pelo humorístico.
A equipe do humorístico Custe o Que Custar (CQC), da TV Bandeirantes, roubou a cena na Assembleia Legislativa de Alagoas, na tarde desta quarta-feira, 21, e mobilizou parlamentares, servidores da Casa e toda a imprensa alagoana, que ficou nos corredores da ALE acompanhando as entrevistas do CQC com os deputados estaduais.
Assuntos como gastos da Casa com as inexistentes biblioteca e escola legislativa fantasmas, violência e caos na Saúde e Educação, além de desdobramentos da Operação Taturana, foram questionados pela equipe. Alguns deputados receberam as alfinetadas com bom humor, outros se sentiram ofendidos e reagiram negativamente, a exemplo do deputado Olavo Calheiros.
Calheiros se negou a falar com a equipe, destacando que somente a presidência da ALE deveria se pronunciar sobre as denúncias e criticou o repórter que, na sua opinião, tem fisionomia de "debilóide", depois disso deferiu um soco em direção a o repórter.
Já o deputado Dudu Holanda, recebeu a equipe com bom humor. Questionado sobre a ausência de papel higiênico na ALE e como fazia para se higienizar, Holanda esclareceu que cada gabinete administra sua verba e que no seu não falta nada. “No meu gabinete não há desvio de verbas. Tem água gelada e papel higiênico. Aqui não há desvio de verbas nem de caráter”, ironizou, desta vez referindo-se a todo o parlamento.
O repórter perguntou se Holanda usava colete à prova de bala, já que teria recebido suposta ameaça de morte. "Aqui na Assembleia tem seguranças, é tranquilo", respondeu.
Os deputados também foram questionados sobre o fato de não ter havido cassação dos parlamentares presos durante a Operação Taturana. A maioria preferiu responder que o fato ocorreu na legislatura passada e que cabia ao povo julgar e escolher seus representantes.
Sobre a honestidade dos parlamentares, os deputados foram unânimes ao afirmar que nem todos são ladrões, como explicou o deputado Joãozinho Pereira. “Tem políticos que não prestam, mas não são todos”. Pereira foi diplomático nos questionamentos referentes às denúncias de desvios. “A Mesa é quem deve responder a estas questões. Mas posso afirmar que nunca vi a biblioteca”, ironizou.
'Aqui só há honestos'
Já o deputado João Henrique Caldas, aproveitou a entrevista para tecer duras críticas à Mesa Diretora. “A Assembleia não contribui com a Educação em Alagoas. E aqui na Casa, nem a CPI da pistolagem passou”, afirmou, brincando que, após a entrevista, precisará de colete à prova de balas.
Sobre o convite feito ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para visitar Alagoas, JHC explicou que foi simbólico e mal interpretado. “Era uma forma de homenagear a cultura negra”, respondeu.
O deputado Marcelo Vitor, que é o 2º secretário da Mesa Diretora, negou as acusações sobre desvio de verbas e explicou: "Nunca foram gastos recursos com a escola legislativa e a biblioteca porque elas não existem. Houve apenas a previsão, mas não o gasto. A Assembleia está crescendo, aqui está ótimo. Só há honestos até que se prove o contrário".

por Alagoas24horas

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