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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Corrupção eleitoral é denunciada em Murici

Outubro de 2002

Denúncias de corrupção eleitoral e diversos outros tipos de crime eleitoral em Murici, em que são acusados políticos que têm base eleitoral no município, estariam sendo sistematicamente bloqueadas por pressões políticas. A vice-prefeita do município, Sandra Tenório, que rompeu com o prefeito Remi Calheiros (PMDB) e lhe faz oposição, denunciou à Justiça Eleitoral que está há três meses sem receber seus salários, por perseguição política. A denúncia foi indeferida pelo cartório local da Justiça Eleitoral.
Afastados
Ainda segundo as denúncias, um grupo de nove funcionários (entre eles servidores concursados) da Secretaria Municipal de Saúde teriam sido afastados porque aderiram a um grupo diferente do que domina a política de Murici. Essa denúncia também foi feita à Justiça Eleitoral de Murici, que igualmente a indeferiu.
Corrupção de votos
Segundo denúncias correntes na cidade, feitas por pessoas que não quiseram se identificar, temendo represálias "e confirmadas pela vice-prefeita Sandra Tenório", a prática de aliciamento ilegal de votos em Murici, por parte de políticos com influência na cidade, é feita durante a madrugada. Segundo ela, carroças e caçambas da Prefeitura local são vistas transportando cimento, madeira, tijolos, areia e outros materiais de construção. Os beneficiados, em muitos casos, segundo as denúncias, são obrigados a entregar o título de eleitor aos cabos eleitorais que fazem a entrega do material.
Cestas básicas de alimentos também são entregues durante a madrugada, segundo as denúncias confirmadas pela vice-prefeita Sandra Tenório. Ela afirma que a Secretaria Municipal de Saúde de Murici só tem funcionado pela manhã: à tarde e à noite, os funcionários são obrigados a trocar o serviço público pelas tarefas eleitorais, servindo de aliciadores de votos.
Justiça
Ontem, O JORNAL tentou saber, no Cartório da Comarca de Murici, os motivos pelos quais as denúncias de crimes eleitorais não são apuradas. À tarde, em telefonema, uma funcionária do cartório, Verônica Procópio, informou que a juíza eleitoral de Murici, Aída Antunes, não se encontrava no local de trabalho. O promotor eleitoral local, Napoleão Franco, está no cargo há poucos dias, em substituição ao antigo titular, Anderson Cláudio de Almeida Barbosa, que foi afastado há quatro dias. Há informações, não confirmadas, de que o promotor Barbosa teria sido afastado das funções por pressões políticas, motivadas por diversas ações judiciais que moveu contra chefes políticos locais.

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